Turismo e Turistas de 2020 em Portugal (Parte 2)

Turismo e Turistas de 2020 em Portugal (PARTE 2)

Dinâmicas de Mercado - COVID-19


Trabalhar nos mercados emissores:

Permite elevado crescimento de receitas, captar o potencial de mercados de proximidade, contribui para a redução de sazonalidade para que haja um aumento de número de turistas na época baixa.

Critérios para definir o mercado:

Receita Potencial para lucro, crescimento no futuro, proximidade de países a menos de 3 horas.

Maior crescimento entre Outubro e Maio, apostando em grupos sem unicamente preferirem o Sol e Mar.

Conclusão

Deve-se fazer um investimento no Turismo interno-doméstico (TID) para que os números possam pelo menos duplicar, o TID tinha como previsão de crescimento médio anual até 2022 por parte dos residentes nacionais de 3,1%. Os portugueses gastaram, em média, 121,5€ (2018) em cada viagem em Portugal e efetuaram 19,6 milhões dentro do território nacional. Apostar na publicidade, marketing e campanhas turísticas, aproveitar o receio que as pessoas poderão ter em não querer viajar além-fronteiras, devido ao coronavírus e aproveitar a onda de necessidade que as pessoas terão em querer sair de casa e estar em contacto com a natureza e com a família. Visto que os mercados emissores com maior valor para Portugal, estão altamente instáveis e não existe uma previsão para a sua estabilização. Apostar no mercado interno é a curto-prazo (6 meses – 1 ano) uma boa solução e começar a trabalhar novamente para os mercados emissores numa perspetiva a longo prazo - 2021.

Tendo em conta a situação que nos encontramos devido à pandemia, a projeção feita para o turismo em 2020, especialmente na época alta sofrerá grandes alterações, para além de uma redução das entradas e saídas, o próprio TID, eventualmente será feito com restrições e medidas que serão comunicadas pelas autoridades e governo. Tendo em conta este impacto, embora que para a segurança das pessoas, é algo negativo para a economia do turismo, devemos assim focar-nos num investimento para 2021, criando propostas de Janeiro a Dezembro, sem foco nas épocas altas e baixas, mas sim na redução da sazonalidade e na maior oferta possível em todas as épocas do ano, não para recuperar o que será perdido, mas para dinamizar o futuro!

 

FONTE: https://travelbi.turismodeportugal.pt/pt-pt/Documents/Covid-19/medidas-covid-mercados.pdf

Autora da Análise: Mariana Melo Moniz

Psicóloga Clínica e Finalista de Curso de Turismo (IPC -ESEC)